Diteal apresenta “Entre o mar e o sertão tem o mangue” com obras de Simone Freitas

Com forte carga poética e crítica, os trabalhos são fruto de experiências vividas pela artista Simone Freitas. Foto: Assessoria

Exposição será inaugurada no dia 15 de julho, às 19h, com entrada gratuita, e a visitação segue até 15 de agosto de 2025

A Galeria Diteal, no Complexo Cultural Teatro Deodoro, abre suas portas para a artista Simone Freitas. Com curadoria de Iranei Barreto, a mostra inédita, intitulada “Entre o mar e o sertão tem o mangue”, será inaugurada nesta terça-feira (15), com entrada gratuita e segue aberta ao público até o dia 15 de agosto de 2025.

A exposição traz um conjunto de obras que exploram, por meio da pintura, paisagens simbólicas do Nordeste brasileiro, como o sertão, o mangue e o mar. No entanto, Simone Freitas não se limita a representar esses espaços de maneira literal; ao contrário, ela propõe uma leitura poética e afetiva desses territórios, mesclando memórias, contrastes e reflexões sobre as disputas e transformações vividas nas regiões nordestinas.

Simone, autodidata, com formação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal), tem uma trajetória marcada pela constante experimentação.

“Comecei pintando vitrines e reaproveitando papéis que seriam descartados, até que surgiu o primeiro cliente e tudo realmente aconteceu”, relembra a artista.

Esse olhar sensível sobre o ambiente a levou a desenvolver uma obra que une estética e crítica social.

Em “Entre o mar e o sertão tem o mangue”, Simone utiliza cores vibrantes e sobreposições para criar imagens sensoriais que transmitem a complexidade dos ecossistemas de Alagoas, filtradas por suas vivências e pela memória afetiva dos lugares que habita.

“Essas memórias afetivas me inspiraram a criar uma série que transita entre os lugares do meu cotidiano e lembranças que nos conectam a espaços ou momentos vividos”, afirma.

Segundo a artista, a exposição vai além de uma experiência estética: ela propõe uma reflexão profunda sobre a relação entre natureza, cidade e sociedade.

“As mudanças no nosso meio ambiente, resultado de um planejamento urbano falho e de interesses econômicos que desrespeitam o coletivo, o uso inadequado dos recursos naturais e os impactos causados ao meio ambiente, estão sendo expostas. Precisamos nos educar ao uso das nossas paisagens. O rio, o sertão e o mangue não são só água, terra e plantas. São caminhos, são vidas, são lares”, destaca Simone.

A curadora Iranei Barreto comenta que a mostra é uma “travessia sensível entre territórios e afetos”, onde a arte de Simone Freitas desconstrói a paisagem e reconstrói vínculos com o pertencimento, a ancestralidade e a natureza.

“A exposição convida o público a repensar sua relação com os espaços que ocupa, propondo escuta, cuidado e reexistência”, afirma.

Com trajetória internacional, esta é a terceira exposição individual de Simone Freitas. Sua estreia aconteceu em 2018, com a mostra “Através do a(mar)”, no Museu da Imagem e do Som de Alagoas (MISA). Desde então, ela tem se destacado no cenário artístico, com participações em importantes exposições coletivas e feiras internacionais, como o “Le Carrousel du Louvre” em Paris, a “Brussels International – Contemporary Art Salon” na Bélgica, e o evento “Brasil X Portugal – Rota das Empreendedoras” na cidade do Porto. No Brasil, ela também esteve presente em importantes exposições, como a “Casacor Recife”.

A visitação à exposição é gratuita e segue até 15 de agosto de 2025. Não perca a chance de vivenciar as obras que transitam entre o concreto e o sensível, o local e o universal, no coração de Maceió.

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