Giro Musical: O que Alagoas já nos deu de novidades em 2026?

MPB, Pop, Indie, Rock alternativo: esses são alguns dos gêneros musicais dos artistas que lançaram novidades nos três primeiros meses de 2026. Nessa lista, você confere quais foram e o que eles representaram para cada artista. 

Serafim – álbum “Aqui pra nós”

Equipe formada apenas por alagoanos, músicas criadas em parceria com o irmão, ritmos inspirados no Nordeste, vibe retrô, mas falando de temas atuais: esse é o álbum “Aqui pra nós”, do artista Serafim. E nesse trabalho, o artista quer fazer um convite aos seus ouvintes: sentar perto, ouvir com calma e fazer parte.

“Aqui pra nós é uma realização muito importante para mim porque o álbum capta muito bem a minha essência criativa e a essência das músicas que estão nele também. Tive a participação de músicos e pessoas maravilhosas na produção deste trabalho e ele ficou bem embalado tanto visual quanto musicalmente numa mesma sintonia.”, conta.

Escute Serafim clicando aqui

Angels With Umbrellas – singles “Præy” e “Ghøul”

A Angels with Umbrellas, banda maceioense de rock alternativo, lançou dois singles: “Præy” e “Ghøul”, que fazem parte de um projeto maior, ainda mantido em sigilo pela banda. Os singles funcionam como duas partes de um mesmo arco narrativo e foram pensadas para serem escutadas em sequência.

Segundo os artistas, “Ghøul” aborda o auto enfrentamento e a aceitação da própria sombra. Na narrativa, o eu lírico percebe que o verdadeiro inimigo é ele mesmo. A música funciona como metáfora para a exaustão total: o “Ghoul” representa a parte de si que sobrevive consumindo a própria energia e vivacidade, refletindo o esgotamento emocional e a necessidade de reconstruir um novo eu.

Já em “Præy”, existe o mergulho em um estado de autoquestionamento intenso, explorando sentimentos de inadequação, culpa e fragmentação da própria identidade. A letra apresenta um eu lírico preso diante do próprio reflexo, confrontando pensamentos destrutivos, memórias que retornam como ecos e a sensação constante de não pertencer ao próprio corpo. Ao longo da faixa, o personagem tenta compreender se aquilo que sente é real ou apenas uma distorção de si mesmo, enquanto se vê sufocado pelo silêncio, pela culpa e por uma voz interna que insiste em julgá-lo.

Camilla Sampaio, vocalista e guitarrista da banda, reflete que os lançamentos marcam o início de uma nova fase e representam um momento muito importante, tanto artística quanto pessoalmente, de amadurecimento na construção, expressão e apresentação musical. “É uma fase mais experimental, mas bem construída esteticamente, com tudo sendo pensado de forma detalhada, tanto no som quanto no visual, refletindo uma evolução técnica da banda em composição, produção e performance. Mesmo com essa evolução, o emocional continua sendo o centro de tudo. A gente ainda fala sobre o que sente, só que agora de uma forma mais intensa, transformando essas experiências em algo que também possa alcançar outras pessoas. “Præy” e “Ghøul” fazem parte dessa nova fase e representam esse processo de encarar a si mesmo, lidar com os próprios conflitos e transformar isso em música, para que os outros consigam lidar com os próprios demônios também.”.

Acesse o site da Angel With Umbrellas e escute os singles na sua plataforma preferida

Ítallo – single “Tire uma hora para lembrar de mim” 

Marcando um ponto de contato com o trabalho anterior de Ítallo, o Tarde no Walkíria e  funcionando como uma espécie de interseção estética e afetiva dentro de sua trajetória: é assim que o artista apresenta o single “Tire uma hora para lembrar de mim”. 

“Essa é a última canção que compus no repertório do disco. Ela é inspirada na “Pense N’Eu” de Luiz Gonzaga (até cogitei chamar a minha de “Lembre D’Eu”, mas desisti) e faz menções muito sutis ao Aviões do Forró e ao livro “Noite Devorada” da Mar Becker. Queria criar algo que me ligasse ao Tarde no Walkiria. Faltava uma canção de amor mais ao modo “nordestino” de contar. Entendo ela como uma típica canção de amor dos anos 80/90.”, conta o artista. 

Ouça “Tire uma hora para lembrar de mim”

Risel – single “Linhas Brancas”

Um término, a mudança do interior para a capital, os cartões-postais de Maceió: esses foram os elementos que serviram de inspiração para Risel criar o single “Linhas Brancas”. 

“Linhas Brancas é mais que uma música para mim, sou eu reafirmando que é possível fazer pop autoral aqui em Alagoas, tanto para mim, quanto pra quem tem o mesmo desejo e para pessoas que se parecem comigo. Acho que esse é o meu lance. Agora estou encontrando meu próprio som enquanto transformo experiências do dia a dia em algo maior. Em Linhas Brancas eu falo do desejo de reencontrar o sentimento da paixão, mas no processo percebi que ela está em todo lugar, não apenas em romances, mas em novas esquinas passeando com amigos, em novos sabores de sorvete, em coisas que às vezes a gente deixa passar no cotidiano.”, cita o artista.

Ouça Linhas Brancas clicando aqui

Maria Clara Tenório – single  “É assim que deve ser”

O terceiro single de Maria Clara Tenório, é, para ela, uma nova fase. Inspirada em 5 Seconds of Summer e Charlotte Lawrence, a canção possui uma atmosfera positiva, romântica e alto astral. 

Maria Clara cita que esse lançamento é especial por diversos motivos. “Foi a primeira vez que eu trabalhei num estúdio com essa estrutura e com uma equipe tão grande, então eu encarei como uma oportunidade para experimentar. Isso resultou nessa sonoridade um pouco diferente dos meus lançamentos passados, mas que eu se assemelha bastante com o que eu costumo e gosto de ouvir. Também é uma música super especial porque é uma composição totalmente autobiográfica, feita em uma fase feliz da minha vida”. 

Ouça É assim que deve ser

Llari – “Entre a serpente e a estrela”

“Escolhi ‘Entre a Serpente e a Estrela’ pelo resgate afetivo que ela me proporciona; é uma canção que acompanho desde a infância, ouvindo meu pai cantá-la ao violão no sítio, em Jundiá. Além da memória afetiva, essa música me desperta um sentimento de muita potência, mistério e magia. Para mim, ela representa a força de ser mulher, a mulher que se habita e transita entre o terreno e o sublime, entre a serpente e a estrela. Gravar essa versão foi uma forma de honrar minhas raízes e, ao mesmo tempo, imprimir minha própria identidade artística nessa obra tão visceral.”.

Esse é o significado de um dos maiores sucessos de Zé Ramalho, que ganhou uma versão na voz da alagoana Llari. A gravação foi feita no show “Tranquilo”, no Theatro Homerinho.

Ouça Entre a Serpente e a Estrela

Lugar Algum – single “Tchau” 

Uma volta ao lado pop da banda: esse é o single “Tchau”, da banda Lugar Algum, que flerta com o Indie e com o Punk em suas composições. A banda nasceu no final de 2023, e nesse single que precede seu álbum de estréia, afastando-se do clima mais denso e introspectivo dos lançamentos anteriores e apostando em uma sonoridade mais direta, com referências de funk e música brasileira.

“Tchau é uma música especial para a gente, foi super divertida de gravar, nela exploramos outros gêneros, ainda dentro do que a gente faz, como a batida, por exemplo, que remete ao funk, então ela acaba sendo uma novidade pra banda. Inclusive, a produção foi muito massa porque gravamos na Maná Records, com Os Fugitivos, que tem referências e ideias que bateram super com a música, então eles nos guiaram de uma forma muito legal.”, cita Sofia Bagetti, vocalista e baixista da banda.

Ouça Lugar Algum

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